Quitar dívida ou investir? A matemática, por taxa de juros
Você tem R$ 1.500 por mês sobrando e R$ 10.000 no rotativo do cartão a 14% ao mês (taxa média do Banco Central, ~370% ao ano efetivo). Quita o cartão antes ou começa a investir já no Tesouro Selic? Modelamos os dois caminhos por 5 anos e mostramos a diferença.
Tem dívida acima de ~15% ao ano? Quita primeiro. Não existe investimento legal no Brasil que pague consistentemente mais que o rotativo do cartão (14% ao mês), o cheque especial (~8% ao mês) ou o crédito pessoal sem garantia (5-10% ao mês). A taxa de equilíbrio é aproximadamente o seu retorno líquido esperado depois de IR — para a maioria, 8-10% ao ano. Acima disso, quitar dívida é matematicamente correto. Captura sempre o match do plano de previdência da empresa antes de qualquer outra coisa, se houver.
Qual é a melhor para você?
Pontos-chave
- Evitar 14% ao mês de rotativo é matematicamente igual a um retorno garantido de ~370% ao ano — não existe investimento legal que pague isso.
- Bolsa brasileira ou MSCI World rendem em média 8-12% ao ano com volatilidade; a taxa do seu cartão é fixa, alta e certa.
- Captura a contrapartida da previdência da empresa antes de tudo — é a única coisa que supera quitar dívida cara.