Roubo de identidade: o que fazer se acontecer com você
Plano de resposta em 7 passos para identidade roubada no Brasil. Bloqueio em birôs, BO, CPF protegido e como recuperar.
- Bloqueio em birô de crédito
- Solicitação gratuita aos birôs (Serasa, SPC, Boa Vista) para impedir consultas e abertura de novas contas em seu nome.
- Exemplo: Bloquear o CPF nos três birôs leva cerca de 10 minutos online em cada site oficial.
- Registrato (BCB)
- Sistema do Banco Central que mostra todos os relacionamentos bancários, dívidas e cadastros em CPF. Gratuito.
- Exemplo: Acessar o Registrato (registrato.bcb.gov.br) revela contas e financiamentos abertos em seu nome — útil para identificar fraudes.
- CPF Protegido
- Serviço gratuito da Serasa que avisa por SMS/e-mail quando seu CPF é consultado para abertura de crédito.
- Exemplo: Após cadastrar CPF Protegido, você recebe alerta sempre que seu CPF é usado em consulta de crédito.
O Brasil registrou mais de 4 milhões de tentativas de fraude com CPF em 2023 segundo a Serasa. Quanto mais rápido você responder, mais consegue conter. Aqui está o plano em 7 passos.
1. Bloqueie consultas nos três birôs imediatamente
Bloqueie consultas no Serasa (serasa.com.br/cpf-protegido), SPC Brasil (spcbrasil.org.br) e Boa Vista (boavistaservicos.com.br). É gratuito e leva 10 minutos cada. Impede abertura de novas contas e consultas de crédito sem seu consentimento.
2. Consulte o Registrato no Banco Central
Acesse registrato.bcb.gov.br com login Gov.br. O Registrato mostra todos os relacionamentos bancários, contas, financiamentos e cadastros de inadimplência (SCR) ligados ao seu CPF. Identifique imediatamente o que não é seu.
3. Faça boletim de ocorrência (BO)
Vá à delegacia mais próxima (ou faça pela internet — Polícia Civil de SP, RJ e outros estados aceitam BO online). Leve documentos, prints, comprovantes. Você precisará do BO para contestar dívidas e processar bancos. Sem BO, muita coisa não anda.
4. Comunique CVM, Procon e Receita Federal
Procon (procon.sp.gov.br ou estadual) — para reclamação contra bancos/empresas. Receita Federal (gov.br/receitafederal) — informe possível uso indevido do CPF para fraude fiscal e bloqueie título de eleitor se necessário. CVM — se a fraude envolver investimentos.
5. Contacte cada empresa afetada diretamente
Ligue para o departamento de fraude (não SAC comum) de cada banco, fintech, financeira ou loja onde a fraude ocorreu. Peça encerramento da conta fraudulenta, estorno e confirmação por escrito. Mantenha protocolo de cada ligação. Se o atendente disser que precisa de boletim de ocorrência, você já tem do passo 3.
6. Ative autenticação dois fatores em tudo
Banco, Gov.br, e-mail, redes sociais, todas as fintechs (Nubank, Inter, PicPay, C6). Use app autenticador (Authy, Google Authenticator) em vez de SMS sempre que possível — SMS pode ser desviado por SIM swap.
7. Monitore por 12+ meses
Fraudadores frequentemente seguram dados por meses antes de usar. Use Serasa Limpa Nome (gratuito) e o Registrato mensalmente. Muitos cartões e bancos digitais já oferecem monitoramento de CPF gratuito — ative.
Perguntas frequentes
Vale pagar serviço pago de monitoramento de crédito?
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Quanto tempo demora a recuperação de identidade?
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Devo dar meu CPF online?
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